| Quarta, 21 de Setembro de 2011 | Interior: avançar para derrotar a hegemonia tucana em São Paulo |
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| Escrito por Kita Amorim | |||
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A construção da tática eleitoral do Partido dos
Trabalhadores para as eleições de 2012 parece-nos indicar o caminho correto. As
resoluções aprovadas no Encontro das Macros, ocorrido em junho último, apontam
tanto para o fortalecimento da organização partidária em todos os municípios do
estado de São Paulo, como para a construção de programas que dialoguem com a
realidade própria de cada município.
Esta conceituação básica sinaliza para a necessidade da consolidação de um projeto em condições de ganhar densidade eleitoral para a disputa do governo de São Paulo em 2014. O enfraquecimento da hegemonia tucana em São Paulo dependerá, em grande medida, dos avanços que o PT construir com as eleições de 2012. Neste sentido, não basta ganhar ou disputar em condições de igualdade nos grandes colégios eleitorais; é preciso ampliar o número de prefeituras governadas pelo PT e de vereadores petistas nas Câmaras Municipais, principalmente nos pequenos e médios municípios paulistas. O processo de interiorização do Partido dos Trabalhadores, iniciado com a criação das macrorregiões, necessita avançar e as eleições municipais são um momento propício para o fortalecimento do partido nos pequenos e médios municípios paulistas. Nestes, os resultados eleitorais positivos das candidaturas presidenciais, de Lula e Dilma, indicam que há uma margem significativa para crescimento do PT nesses contextos. O desafio será associar as candidaturas municipais e seus programas com o projeto implantado pelo governo federal nestes últimos nove anos. Para tanto, a construção dos programas de governo para a disputa de 2012 deve priorizar a interlocução com a realidade de cada município. Conceitualmente, o modo petista de governar é uma marca predominante no conjunto destes programas, porém detalhados a partir de um olhar minucioso do poder local. O próprio texto de Resoluções do Encontro das Macros diz que o fio condutor das eleições de 2012 será a nossa capacidade de convencer o conjunto do eleitorado em optar pelo modo petista de governar. Nesta perspectiva, para garantir os avanços e a afirmação do nosso projeto nos pequenos e médios municípios paulistas será necessário um esforço adicional da Direção Estadual do PT a partir de suportes - estruturais e políticos - às macrorregiões. Consideramos que a disputa ideológica e de projetos estará mais concentrada nos grandes centros; porém, não podemos descuidar dos pequenos e médios municípios que, juntos, somam 1/3 do eleitorado paulista: são 593 municípios na faixa de até 100 mil eleitores. Para esses pequenos e médios municípios paulistas – aqueles na faixa de até 100 mil eleitores – a nossa tática eleitoral deve estabelecer, no minimo, seis metas para a disputa de 2012: 1. Reeleger os prefeitos do PT (são 29 prefeitos petistas que podem disputar a reeleição); 2. Eleger os sucessores dos prefeitos do PT (são 21 prefeitos de segundo mandato); 3. Eleger os atuais vice-prefeitos do PT que estão na linha sucessória (são 10 vice-prefeitos de segundo mandato); 4. Manter as coligações onde o vice-prefeito é do PT, em primeiro mandato do prefeito (são 21 vice-prefeitos nesta condição); 5. Recuperar as prefeituras de municípios que já foram administrados pelo PT; 6. Potencializar as campanhas nos municípios cujo resultado eleitoral em 2008 foi superior a 30% dos votos válidos. Kita Amorim é coordenador da Macrorregião do PT de Assis/Marília/Ourinhos
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